Como surgiu?

A GPV surgiu há muitos anos. De facto, têm-se utilizado os seus princípios desde a elaboração das primeiras tentativas humanas de organização do trabalho. De qualquer forma, a sua articulação tem sido sequencial e deriva de uma série de debates e eventos internos, baseados nas respectivas experiências complementares dos dois autores.

Simon L. Dolan viveu um “choque da realidade da gestão” nos anos 70, que o levou a repensar os paradigmas básicos da gestão de pessoas e organizações. Observou a constante pressão por parte de gestores seniores perante o aumento da produtividade das empresas levando, ou não, em consideração, questões mais abrangentes como: porque de facto trabalhamos? Qual é o objectivo do trabalho nas organizações? Serão o dinheiro e os benefícios os objectivos supremos através dos quais os meios justificam os fins? Estas reflexões fundamentais desenvolveram-se a seguir a uma marcante experiência ocorrida enquanto completava o seu doutoramento no Minnesota. Aqui, como assistente de investigação envolvido no estudo de pacientes internados na Clínica Mayo, que tinham sobrevivido ao seu primeiro ataque cardíaco, descobriu que mais de 90% dos mesmos eram atribuídos pelos pacientes a condições de stress no trabalho.

Apercebeu-se então que nos dias de hoje basicamente matamos as pessoas no trabalho, não com armas físicas mas, pelo contrário, com armas psicológicas tais como: ameaças de perda de emprego, condenação das pessoas, durante longos períodos, a níveis de desempenho “super humanos”, etc.. Está a surgir um novo tipo de agente tóxico, um que não tem cor nem odor mas que causa sofrimento, doenças e por vezes mesmo a morte. Os resultados destas experiências e observações levaram-no a estudar o stress ocupacional de uma forma mais específica… as sementes da GPV estavam plantadas.